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A falta de informação sobre o principio ativo das drogas e o efeito
das substâncias tóxicas no organismo humano ainda é um dos principais
motivos da proliferação do vicio, perdendo apenas para a questão
socioeconômica, que a cada dia conduz um número maior de crianças e
jovens de baixo poder aquisitivo para a dependência química e o
tráfico. A curiosidade, a timidez, a depressão e a necessidade de auto
afirmação também abrem caminho para a perigosa viagem, muitas vezes,
sem volta.
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Maconha |
Cocaína |
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É obtida de folhas e flores secas do cânhamo india-
no e apresenta cerca de 60 substâncias psicotrópi- cas
solúveis na corrente sanguínea, sendo a mais
importante delas o tetrahidrocanabinol, conhecido como
THC. Existem mais de 400 outras substân- cias químicas
na planta, das quais muitas não se conhece
ainda os efeitos. É a segunda droga mais consumida
entre os jovens nas principais cidades do Brasil, perdendo apenas
para o álcool. |
A cocaína é uma
das substâncias extraídas das folhas da coca, o
arbusto Erytroxylon Coca, origi- nário da região andina.
É consumida na forma de cloridrato. O pó é absorvido por
via oral ou nasal. Chegando à corrente sanguínea, a droga começa
a atuar em três neurotransmissores cerebrais; a sero- tonina, a
norepinefrina e a dopamina. O corpo leva de 15 minutos a uma hora
para metabolizar a droga. A sensação artificial de
prazer devido ao excesso de dopamina no cérebro causa o vício. |
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Merla |
Crack |
| Em meados de 1997,
descobriu-se que o entorpe- cente mais procurado em Brasilia/DF era
uma nova droga obtida a partir da pasta da coca; a merla. De
acordo com uma pesquisa realizada na época, 68,7% dos usuários
roubavam para poder sustentar o vício, 17%
se envolviam com o tráfico para
poder adquirir a droga e 20,5% haviam tentado se matar para
fugir da síndrome da
abstinência.
A merla destrói grande número de neurônios ( cé- lulas
cerebrais), prejudica a memória e a coordena- ção motora. |
No final da década de
70, surgiu uma nova droga derivada da cocaína, porém, mais
poderosa e mortífera; o crack. Apesar de ser bem mais
barata, sua popularização só se deu na década de 90. Derivado
químico da pasta de cocaína, o crack é oferecido na forma
de pequenas pedras, que são fumadas em cachimbos improvisados.
provoca intensa euforia e sensação de poder. A dependên- cia é
quase imediata. O usuário sofre rápida degra- dação física,
levando as famílias a detectarem o problema rapidamente. |
| Haxixe |
Cogumelo |
| O haxixe também é obtido a
partir do cânhamo. A principal diferença está
na utilização da resina que cobre as flores
e as folhas da parte superior da planta. É
apresentado na forma de extrato, sendo portanto
muito mai s potente que a maconha co-
mum. O haxixe é muito consumido nos países
do Oriente, sendo que um dos principais produtores é o Líbano,
onde o cultivo domina
as atividades agrícolas do norte do país. |
As drogas alucinógenas são
conhecidas da humanidade há milênios. Até hoje ainda estão
presentes em algumas sociedades, em sua forma mais primitiva;
através do consumo direto de chás de certos tipos de cactos e
cogumelos. As alucinações são variadas. Às vezes, o usuário tem
reações psíquicas agradáveis, em outros casos tem sensações de
deformação do próprio corpo, como num pesadelo. |
| Morfina |
Ópio |
| Droga derivada do ópio, a morfina
foi produzida em laboratório pela primeira vez em 1803, para ser
usada como analgésico. É um dos mais ativos alcalóides do ópio.
Nas mulheres grávidas, a droga atravessa a placenta e pode induzir
ao aborto ou parto prematuro, além de intoxicar o feto, o que
freqüentemente provoca sua morte, após o nasci- mento. |
O ópio é um látex obtido da
incisão dos frutos imaturos de várias espécies da papoula. A
droga tem o seu consumo largamente difundido nos países do Oriente,
principalmente na China, onde existem até locais próprios para se
consumi-la. O ópio é aquecido e depois inalado, provocando euforia
e sonhos confusos. Não é uma droga muito difundida no Ocidente, ao
contrário de seus principais derivados: a morfina e a herpína. |
| LSD |
Heroína |
| Apesar de ser o tipo de droga mais
antiga, foi ape- nas na década de 60 que os alucinógenos ganharam
um impulso decisivo. Tendo como pano de fundo o objetivo nobre
do pacifismo, jovens do mundo in- teiro protestavam
viciando-se numa droga alucinó- gena chamada LSD, ou ácido
lisérgico. A " viagem" nas alucinações do LSD é
descrita como uma tor- rente de imagens fantásticas de
extrema plasticidade e nitidez, acompanhadas de um caleidoscópico
jogo de cores. O ácido provoca uma reação cerca
de 300 mil vezes mais forte que a maconha. |
Na tentativa de encontrar um
substituto seguro para a morfina, o químico alemão Heinrich Dreser
desenvolveu, em 1898, uma substância três vezes mais potente que a
morfina. Por causa dessa grande potência, o composto químico
recebeu o nome de heroína. Os efeitos da nova droga no viciado são
equivalentes aos da morfina. Como é mais difícil de diluir em
água do que as outras drogas, ela costuma entupir as veias,
causando inflamação dos vasos sanguíneos. O viciado passa a
injetar a droga nos pés e na jugular. |
| Ecstasy |
Inalantes |
| Em 1912, um laboraório alemão, ao
pesquisar uma droga moderadora de apetite, sintetizou a substân-
cia vendida no mercado com o nome de XTC. Após o registro de casos
de alucinações entre usuá- rios, os comprimidos foram retirados
das pratelei - ras. Nos anos 80, passaram a ser combustível obri-
gatório nas danceterias da moda. Logo depois, ela passou a ser
conhecida com o nome de ecstasy, ou "droga do amor".
Trata-se de uma droga peculiar, que é ao mesmo tempo estimulante e
alucinógena. |
A cola de sapateiro e o
lança-perfume são drogas inalantes que possuem substâncias
classificadas como solventes. O tolueno é o ingrediente ativo da
cola. Tem efeito similar ao do álcool; provoca euforia, perda de
coordenação motora e, nos casos extremos, vômito e coma. o
principal ingrediente do lança-perfume é o éter. A substância
deprime o sistema nervoso central, podendo provocar desmaio, enfarto
e gastrite. Os inalantes têm propriedades anestésicas e
tranqüilizantes, mas podem produzir euforia. |
| Fonte:
Jornal ESTADO de MINAS - 03.05.2002 - GERAIS - Página 20 |
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